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Bandeira
Nacional
Brasileira

O verde de nossa
bandeira representa as florestas; o amarelo, o ouro e as riquezas minerais; o
azul, o céu; e o branco, a Paz.
CARACTERÍSTICAS ESTÉTICAS
DA BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA
A Bandeira Brasileira é constituída por um
retângulo verde, simbolizando a pujança de nossas matas; sobre esse retângulo
temos um losango amarelo, representando as riquezas minerais do nosso solo.
Bem ao centro, temos um circulo azul,
cortado por uma faixa branca, com uma ligeira inclinação, contendo o dístico
"Ordem e Progresso".
No círculo, estão desenhadas estrelas
brancas, representando os Estados e o Distrito Federal.

Segundo os historiadores
há uma outra versão.
O verde e o
amarelo entraram na nossa bandeira em 1822, num trabalho do francês Jean-Baptiste Debret. O verde representava a Casa Real Portuguesa de Bragança
(família de Dom Pedro I) e o amarelo, a Casa Imperial Austríaca de Habsburgo
(família da princesa Leopoldina). O losango foi uma homenagem de Dom Pedro I ao
general francês Napoleão Bonaparte (o losango era uma das formas preferidas das
bandeiras militares napoleônicas). O azul e o branco também eram cores usadas em
bandeiras portuguesas
Conhecendo a Bandeira Brasileira, seu Projetista e colaboradores.
A Bandeira Brasileira foi um projeto de
Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos. O professor Manuel Pereira
foi responsável pela organização das estrelas, e o desenho foi executado por
Décio Villares. O projeto foi aprovado em 19 de novembro de 1889, através do
Decreto nº 4.A nova bandeira manteve as tradicionais
cores verde e amarela, uma vez que elas "recordam as lutas e as vitórias
gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria", e que "independentemente
da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as
outras nações."
O amarelo
- Primeiro apareceu na bandeira
do Principado do Brasil (1645), colorido uma esfera armilar, que era um dos
instrumentos usados no aprendizado da arte de navegação, lembrando então a
descoberta do Brasil.
O verde
- apareceu bem mais tarde (13 de
maio de 1816) na Bandeira do Reino do Brasil, decretada por D. Pedro I. A
bandeira foi desenhada por Jean-Baptiste Debret, membro da Missão Artística
Francesa, contratada anos antes por D. João IV para pintar "as belezas naturais
e humanas do Brasil." D. Pedro teria afirmado que o verde e o amarelo
representariam "a riqueza e a primavera eterna do Brasil."
O azul
- A esfera armilar é novamente lembrada através da esfera azul
celeste, que representa o céu idealizado.
O branco
- A faixa branca que atravessa a esfera dá à mesma a noção de
perspectiva. Trata-se da idealização da linha zodiacal.
O
verde na escrita - A legenda, escrita em verde, "Ordem e
Progresso", é um resumo do lema de Auguste Comte, criador do Positivismo, do
qual Teixeira Mendes era adepto. O lema completo era "o amor por princípio e a
ordem por base; o progresso por fim." Segundo o próprio Teixeira Mendes, o
objetivo do lema era mostrar que a revolução "não aboliu simplesmente a
monarquia", mas que ela aspirava "fundar uma pátria de verdadeiros irmãos, dando
à Ordem e ao Progresso todas as garantias que a história nos demonstra serem
necessárias à sua permanente harmonia."
As estrelas, parte do "céu idealizado",
têm uma história que se inicia também com a Bandeira do Reino de D. Pedro I,
para honrar as 19 províncias daquele tempo. Quando a Bandeira Republicana foi
criada, as estrelas representavam os vinte Estados da República e o Município
Neutro. Hoje são 26 Estados e o Distrito.
A disposição das estrelas
deve ser a mesma daquela vista no céu do Rio de Janeiro nas primeiras horas da
manhã às 08h e 37min – ou 12 horas siderais – do dia 15 de novembro de 1889, por
isso a presença do Cruzeiro do Sul. No entanto, vale lembrar a presença da Cruz
na primeira bandeira a chegar em território brasileiro: a Bandeira da Ordem
Militar de Cristo, símbolo da ordem militar e religiosa restrita a nobres, que
financiou várias expedições marítimas portuguesas. Tal ordem possuía uma cruz
vermelha e branca num fundo branco e estava nas velas das 12 embarcações que
chegaram em terras brasileiras no dia 22 de abril de 1500.
Os
Estados em nossa Bandeira Brasileira

A Bandeira do Brasil tem o firmamento como um Símbolo Nacional

O firmamento sempre
exerceu fascínio e tem sido permanente fonte de inspiração para a humanidade.
Com o progresso das cidades, nosso cotidiano ficou mergulhado em luzes
artificiais e há muito deixamos de contemplar o céu. Talvez por ironia,
observá-lo sistematicamente foi o que nos ajudou a chegar tão longe. Todas as
nações sabem disso e muitas expressam esse significado em seus símbolos
nacional.

Uma
Breve Biografia de Raimundo Teixeira Mendes
Divulgador das teorias de Augusto Comte no Brasil, o filósofo e matemático
Teixeira Mendes é também o autor do dístico "Ordem e Progresso" da bandeira
brasileira.
Raimundo Teixeira Mendes nasceu em Caxias MA, em 5 de janeiro de 1855. Órfão
de pai muito cedo, foi educado pela mãe no catolicismo. Transferindo-se para o
Rio de Janeiro, estudou num colégio de jesuítas e depois no Pedro II.
Interessando-se pela matemática e pela filosofia, tornou-se um apóstolo do
positivismo e divulgador das idéias republicanas. Ingressou na Escola Central,
depois Escola Nacional de Engenharia, mas interrompeu os estudos devido a uma
divergência com seu diretor, o visconde do Rio Branco, e concluiu o curso em
Paris. Na capital francesa fundou o primeiro templo da Religião da Humanidade,
na casa em que morreu Clotilde de Vaux, companheira de Comte. De volta ao Rio
de Janeiro, matriculou-se na escola de medicina, cujo curso não terminou.
Homem
de grande erudição, publicou muitas obras, entre as quais A propósito da
liberdade dos cultos (1888), A política positivista e o regulamento das
escolas dos exércitos (1890), A comemoração cívica de Benjamin Constant
e a liberdade religiosa (1892), A liberdade espiritual e a organização
do trabalho (1902) e A diplomacia e a regeneração social (1908).
Foi íntimo colaborador de seu cunhado, Miguel Lemos, a quem ajudou a traduzir
o Catéchisme positiviste (Catecismo positivista), trabalho
realizado a quatro mãos sob o pseudônimo de Fabrício Ethophilo. Raimundo
Teixeira Mendes morreu no Rio de Janeiro, em 28 de junho de 1927.
©Encyclopedia
Britanica do Brasil Publicações Ltda.

HINO À BANDEIRA NACIONAL
Música de:
Francisco Braga (1868-1945)
Apresentado pela 1ª vez em 9/11/1906
Salve lindo pendão da esperança!
Salve símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas,
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amados,
poderoso e feliz há de ser!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil
*
Juvenil ou Varonil?
(Retirado do Noticiário do
Exército n.º 9352, de 04 de fevereiro de 1998 )
Juvenil ou varonil ? Esta é
a dúvida que todo ano surge acerca da letra do Hino à Bandeira, haja vista
circularem versões contendo as duas expressões.
Em face do problema, foi
empreendida uma pesquisa junto à Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, ao
Centro de Documentação do Exército e à própria biblioteca do Centro de
Comunicação Social do Exército (CCOMSEX).
O Hino à Bandeira surgiu de
um pedido feito pelo Prefeito do Rio de Janeiro, Francisco Pereira Passos,
ao poeta Olavo Bilac para que compusesse um poema em homenagem à
Bandeira, encarregando o professor Francisco Braga, da Escola Nacional
de Música, de criar uma melodia apropriada à letra. Em 1906, o hino foi
adotado pela prefeitura, passando, desde então, a ser cantado em todas as
escolas do Rio de Janeiro. Aos poucos, sua execução estendeu-se às corporações
militares e às demais unidades da Federação, transformando-se,
extra-oficialmente, no Hino à Bandeira Nacional, conhecido de todos os
brasileiros
O Boletim do 1º Trimestre de
1906 da Intendência Municipal, publicado pela Diretoria Geral de Polícia
Administrativa, Arquivo e Estatística, da Prefeitura do Rio de Janeiro,
apresenta a letra e a partitura do Hino à Bandeira, como resultado das gestões
de Francisco Pereira Passos. Nessa publicação — a mais antiga dentre as
levantadas — aparece a palavra juvenil
A 2ª edição do livro "A
Bandeira do Brasil", de Raimundo Olavo Coimbra, publicada em 1979 pelo
IBGE, em sua página 505, publica o hino com a palavra juvenil no
estribilho
Não existe nenhum ato
oficial do governo federal adotando ou modificando a letra do Hino à Bandeira.
Diante do acima exposto, o
CCOMSEX decidiu publicar no NE a versão do Hino à Bandeira que contém a
palavra juvenil no estribilho, uma vez que assim consta na publicação
mais antiga do hino que se tem notícia e considerando, ainda, a inexistência
de qualquer ato oficial do governo federal acerca do assunto. Levou-se em
consideração, finalmente, a participação de organizações militares (OM) nas
cerimônias de culto à Bandeira em praças públicas. Esses eventos, mediante
incentivo de nossas OM, vêm contando com presença significativa de
estabelecimentos de ensino civis, onde vigora a versão do hino com a expressão
juvenil no estribilho, havendo, portanto, a necessidade de uniformizar
o canto do Hino à Bandeira entre civis e militares.
Mais detalhes sobre o Hino à
Bandeira podem ser encontrados nas seguintes publicações:
- Enciclopédia de Educação
Moral, Cívica e Política, de Douglas Michalany e Ciro de Moura Ramos, Editora
Michalany, ano de 1973; e
- História de Nossos Hinos,
de Décio Leal Pereira de Souza, Biblioteca Nacional, ano de 1991.
(Conteúdo:
Música e Informações do site http://www.exercito.gov.br)

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By Nadia Maria
Meirelles
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