CAPÍTULO I

 

 

,ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA

 

Características Gerais

 

            O      projeto é uma proposta específica e detalhada da pesquisa, com o objetivo de definir uma questão e a forma pela qual ela será investigada. Está sujeito a modificações durante o seu desenvolvimento.    

            O projeto de pesquisa é, de modo geral, estruturado em três partes: (a) preliminares ou pré-textual; (b) corpo do trabalho ou textual; e (c) referências bibliográficas e anexos. As preliminares incluem: folha de rosto; índice; lista de tabelas, de quadros, de figuras e de anexos. Na folha de rosto, apresentam-se o título do projeto, o nome do autor, o nome da instituição a que está sendo submetido e a data. Exemplos de folhas de apresentação encontram-se nos projetos do Anexo 7.

           Em geral, os projetos se estruturam em determinados capítulos e seções, cuja inclusão ou exclusão dependem da natureza da pesquisa. Os capítulos principais de qualquer projeto tratam da definição do problema, com uma revisão sucinta da bibliografia e da metodologia a ser adotada. Esses capítulos e suas seções podem ser modificados em função das características da pesquisa, esperando-se, no entanto, que o problema, os objetivos e a relevância sejam explicitados, assim como a metodologia delineada.      

 

 

Lista de Capítulos e Seções Comumente Incluídos no Corpo do Projeto

 

 

A seguir, são indicados os três capítulos que compõem o projeto de pesquisa, com suas respectivas seções, na forma gráfica em que devem ser apresentados, iniciando-se cada capítulo em uma nova página. Cabe observar que há pesquisadores que optam por uma redação em que as seções não apareçam separadas. No entanto, o conteúdo de cada uma delas deve estar presente no texto e ser facilmente achado.

 

           

O PROBLEMA

 

Introdução

 

Nesta seção, o autor explicita, em termos gerais, o contexto do problema. A introdução deve apresentar uma revisão da literatura inicial, dando uma idéia do conhecimento mais recente produzido em termos de estudos teóricos e de resultados de pesquisa na área de investigação, levantando questões, evidenciando tendências e/ou controvérsias, deixando transparecer a postura crítica do pesquisador. A introdução deve ser redigida de forma a despertar e prender a atenção do leitor.

 

 

Formulação da Situação-Problema

 

            Feita a introdução, que deve sugerir o problema, o autor esclarece a questão que o preocupa, inquieta ou desperta sua curiosidade.

            Nesta seção, o problema anteriormente sugerido é definido, de maneira mais específica, facilitando ao pesquisador a formulação de objetivos.

 

 

 

Objetivos, Delimitação e Importância do Estudo

 

            Depois de haver completado, na introdução, o levantamento inicial da literatura pertinente, e definido a situação-problema, o pesquisador poderá decidir com maior clareza e especificidade o(s) objetivo(s) do estudo. Antes de formular o(s) objetivo(s), o pesquisador Pode, para facilitar o encadeamento do projeto, retomar, de forma sintética, o problema anteriormente delineado. O(s) objetivo(s) é(são), então definido(s) de forma o mais inequívoca possível, indicando o propósito da pesquisa.

           Qualquer problema apresenta aspectos que, embora não diretamente relacionados  ao ponto central, constituem matéria de interesse. O pesquisador deve evitar que seu problema torne geral e abrangente a ponto de não poder ser pesquisado. É por isso que, na delimitação  ele deve explicitar com clareza o que será objeto de investigação e o que não será focalizado,  e por quê..

            Espera-se, igualmente, que o pesquisador indique a relevância do seu estudo, considerando aspectos relativos a avanços acadêmicos ou teóricos dentro do campo estudado ou implicações de caráter prático, assim como a possibilidade de contribuir para o aperfeiçoamento  de aspectos metodológicos. Respostas a perguntas tais como "A quem pode interessar os resultados da pesquisa?", "Quais as perspectivas de aplicação científica, tecnológica ou social? "Que lacunas de pesquisa o estudo preenche?", "Qual a originalidade do estudo em termos de conteúdo, enfoque ou metodologia?" são capazes, também, de esclarecer a importância da pesquisa.

 

 

 

Referencial Teórico ou Conceitual

 

         Nesta seção, explicita-se o referencial que fundamenta a pesquisa a ser desenvolvida, justificando-se a sua adoção em relação ao problema investigado. E necessário o embasamento

teórico/conceitual para buscar o significado dos fenômenos e relações observados, explicar e compreender os aspectos da realidade em estudo, permitindo sua interpretação.

           A teoria não é um modelo ao qual a realidade deva adaptar-se. É a realidade que aperfeiçoa a teoria, muitas vezes exigindo reformulações fundamentais ou mesmo invalidando-a. Entretanto, a teoria deve orientar a pesquisa, e seus resultados devem incorporar-se a teorias ou ser analisados à luz delas.

           Existem, evidentemente, alguns fatos ou realidades simples que não necessitam uma fundamentação para serem analisados e compreendidos, mas a maior parte dos fenômenos sociais, dada a sua complexidade, exige um quadro de referência teórico ou conceitual para sua compreensão e interpretação. Os fenômenos educacionais, por exemplo, devem ser analisados levando-se em conta as teorias produzidas em áreas das ciências correlatas, como a sociologia, a antropologia e a psicologia, entre outras.

           Em alguns tipos de estudo (como a pesquisa etnográfica), o referencial teórico muitas vezes não é formulado a priori, pois, trabalhando no "contexto da descoberta", o pesquisador espera que a teoria emerja a partir da análise dos dados coletados na realidade (grounded theory).

 

 

 

 

Questões e/ou Hipóteses

 

           As perguntas têm por propósito encaminhar o alcance do(s) objetivo(s). As hipóteses são proposições provisórias que fornecem respostas condicionais a um problema de pesquisa, explicam fenômenos e/ou antecipam relações entre variáveis, direcionando a investigação.

           Em estudos experimentais, ex post facto e correlacionais, as hipóteses são testadas estatisticamente. Em estudos históricos, o teste é o da evidência histórica. Pesquisas etnográficas raramente definem hipóteses, por sua própria natureza abertas à formulação de teorias (grounded theory) e de hipóteses, a partir da imersão do pesquisador na realidade.

 

 

 

Definição de Termos

 

           Caso os termos-chave, conceitos, constructos ou categorias de análise adotados no estudo ainda não tenham sido definidos na seção do referencial teórico ou conceitual, o pesquisador deve fazê-Io nesta seção. O objetivo da definição é deixar claro para o leitor a concepção dos termos adotada no estudo.

 

 

 

Organização do Estudo

 

          Nesta seção, o autor apresenta a estrutura do restante do estudo, com uma relação dos capítulos que inclua breve sumário do conteúdo que deverão cobrir.

 

 

 

 

CAPÍTULO II

 

REVISÃO DA LITERATURA

 

         Esta revisão de literatura, de natureza preliminar, tem por objetivos: (a) fundamentar o problema, o(s) objetivo(s), as perguntas ou hipóteses da pesquisa; (b) evitar a réplica não­intencional de estudos já realizados; (c) familiarizar o pesquisador com o conhecimento atual dentro da área de estudo e com procedimentos metodológicos adotados em outras pesquisas; e (d) construir a primeira moldura conceitual para a interpretação dos resultados da investigação.

 

 

 

 

CAPÍTULO III

 

METODOLOGIA

 

          O elemento básico de uma boa metodologia consiste em um plano detalhado de como alcançar o(s) objetivo(s), respondendo às questões propostas e/ou testando as hipóteses formuladas. De fato, a "boa" metodologia é a apropriada à solução do problema e aos objetivos do estudo.     .

            O capítulo da metodologia se inicia com uma indicação sobre sua estrutura, enunciando-se as seções que o compõem.

            As principais seções do capítulo da metodologia são apresentadas a seguir, a título de sugestão.

 

 

População e Amostra

 

           Nesta seção, se define a população (universo da pesquisa) e, em seguida, a(s) amostra(s), se for o caso. Ao descrever a amostra, especifica-se a forma pela qual foi selecionada, justificando-se os procedimentos de amostragem. Esclarece-se, também, como foi estabelecido o número de unidades da amostra calculado por meio de fórmulas, determinado por tabelas próprias, ou atendendo a limitações de ordem administrativa, financeira, ou outras. Em estudos de caso, os critérios de definição da amostra são, igualmente, explicitados.

           É comum encontrar-se esta seção sob os títulos "Participantes d,o Estudo" ou "Seleção dos Sujeitos".

 

 

Instrumentos de Medida

 

           Os instrumentos de medida utilizados (entrevistas, estruturadas ou não; questionários; testes; escalas; observação, participante ou não; instrumentos de laboratório e outros) devem ser igualmente descritos, informando-se sua validade e fidedignidade.

 

 

 

 

Coleta dos Dados

 

           Refere-se à descrição do processo de coleta dos dados: como (em grupo, individual ou outro); por quem (o próprio pesquisador, equipe treinada ou outro(s);,quando (período); onde.

 

 

 

 

Tratamento e Análise dos Dados

 

           Nesta seção, devem ser explicitados o tratamento e a forma pelos quais os dados coletados serão analisados. Estes devem ser interpretados de acordo com: (a) o referencial teórico ou conceitual adotado na pesquisa, caso este tenha sido definido anteriormente, e (b) os resultados de estudos e pesquisas anteriores. Isto permitirá ao pesquisador ter indicações precisas sobre as dimensões e categorias de análise ou as relações esperadas entre as variáveis estudadas, a partir das quais os dados devam ser interpretados.

          No caso de projetos de pesquisa que impliquem dados quantitativos, deve-se especificar o tratamento estatístico dos dados (estatística descritiva e/ou inferencial), antes de coletá­los. Em alguns casos, dados coletados com grande esforço podem tomar-se inúteis por não ter sido seu tratamento previsto a priori. Até mesmo níveis de significância (alfa) para rejeição de hipóteses são definidos com antecedência porque, em casos limítrofes, o investigador pode ser tentado a influenciar os resultados.

         Considerações sobre as possibilidades de tratamento dos dados por computador muitas vezes implicam decisão sobre a magnitude e sofisticação de um estudo, devendo, portanto, ser cogitadas pelo investigador no início do projeto.

 

 

 

 

 

Limitações do Método

 

           Nesta seção, indicam-se as deficiências metodológicas do estudo, reconhecidas pelo pesquisador, mas que, por motivos que devem ser aqui explicitados, não puderam ser impedidas. .

           O projeto de pesquisa também deve incluir REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS e ANEXOS. Em projetos de pesquisas acadêmicas ou institucionais submetidas a agências de financiamento, deve-se incluir, também, um CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO e o ORÇAMENTO.

 

 

 

 

Principais Seções de Projetos ,

de Diferentes Tipos de Pesquisa

 

            Em estudos experimentais, ex post facto, correlacionais e levantamentos, além das seções usuais dos Capítulos. I e II, o Capítulo Metodologia inclui as seguintes:

 

População e Amostra (Participantes do Estudo)

Esquema da Pesquisa (Design), no caso da pesquisa experimental

Tratamento Experimental (só se aplica à pesquisa experimental e se refere à descrição de   como a    

    variável independente foi manipulada)

Instrumentos de Medida

Coleta dos Dados

Tratamento Estatístico

Limitações do Método

 

            Em pesquisas históricas, o primeiro capítulo deve incluir, além da definição do problema, dos objetivos e da relevância do tema, uma delimitação do estudo no espaço e no tempo, deixando claros os critérios da periodização adotada e sua justificativa.

           No Capítulo Metodologia, as principais seções são:

 

Método Utilizado (lingüística, análise de conteúdo, análise de discurso, demografia histórica,

     métodos quantitativos e outros) .

Fase de Documentação (seleção de fontes primárias e secundárias)

Estratégias de Crítica Externa e Interna das Fontes de Dados

Tratamento e Análise dos Dados

         

 

           Nas pesquisas etnográficas, o planejamento deve explicitar os passos e procedimentos necessários à consecução dos objetivos do estudo. Do primeiro capítulo, devem constar a formulação do problema, as questões do estudo, o quadro teórico (quando houver), as unidades de análise (nos "estudos de caso", a definição e a delimitação do caso) e a relevância do problema.

           No capítulo da metodologia, incluem-se:

 

Justificativa do Método (explicitando-se a adequação e a pertinência do tipo específico     de     

     pesquisa adotada)

Identificação e Seleção dos Participantes, já que a amostra é quase sempre intencional nesses 

   estudos

Instrumentos de Medida (observação, participante ou não; entrevistas; análise documentária;  

    questionários e outros)

Coleta dos Dados

Tratamento e Análise dos Dados (antecipando-se os procedimentos gerais utilizados na   análise 

    dos dados, utilizando-se ou não um referencial teórico a priori).

 

           Em outros tipos de pesquisa como, por exemplo, a filosofia, a de reconstrução de conhecimento e a de definição do estado da arte de determinado problemas, a metodologia se resume à explicitação dos passos que o pesquisador seguirá para atingir seu objetivo.

 

 

 

 

 

 

CAPÍTULO I

 

ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

 

Características da Monografia

 

            A monografia é um trabalho acadêmico que tem por objetivo a reflexão sobre um ou problema específico e que resulta de um processo de investigação sistemática.

           As monografias tratam de temas circunscritos, com uma abordagem que implica análise, crítica, reflexão e aprofundamento por parte do autor. Embora a monografia possa ser o relato de uma pesquisa empírica, o mais comum é que resulte num texto, produto de uma revisão de literatura criticamente articulada, que constitua um todo orgânico. A revisão de literatura não  tem, portanto, um caráter aditivo e sim de integração de estudos sobre o tema abordado.

          As monografias realizadas ao final de cursos de graduação, ou as exigidas para a obtenção de créditos em disciplinas, diferem das dissertações de mestrado e teses de doutorado quanto ao nível da investigação. Das últimas, é exigido um grau maior de aprofundamento de sua parte teórica, um tratamento metodológico mais rigoroso e um enfoque original do problema, dando ao tema uma nova abordagem e interpretação, tanto no aspecto teórico quanto no metodológico.

 

 

 

 

Etapas da Elaboração da Monografia

 

Escolha do Tema e Definição de Objetivos

 

           Inicialmente, é preciso fazer a seleção do tema a ser desenvolvido e do(s) objetivo da monografia. Na medida em que o(s) objetivo(s) seja(m) definido(s), consegue-se direcionar o foco do trabalho, delimitando o objeto de estudo.

 

Fase de Documentação

 

           Esta etapa constitui-se no levantamento e na seleção da bibliografia relacionada aos objetivos do estudo. Inclui leitura, fichamento e análise crítica da documentação, quanto a coerência, validade dos argumentos, originalidade e profundidade das idéias dos autores.

           Quando se trata de um estudo empírico, a fase de documentação implica não apenas uma revisão bibliográfica, mas também a coleta dos dados no campo.

 

Fase de Elaboração da Monografia

 

            Esta etapa refere-se à construção do trabalho de investigação, e nela são ordenadas as idéias de forma harmoniosa e encadeada, integrando-se em partes estruturadas logicamente.

            São três as partes constantes do corpo de uma monografia: introdução, desenvolvimento e conclusão.

 

Introdução. Nesta parte se levantam os antecedentes do problema, as questões atuais e as controvérsias relativas ao tema. Definem-se a situação-problema e os objetivos, delimita-se o trabalho, indica-se a relevância do estudo e limitam-se as questões e/ou hipóteses.

 

A Introdução de uma monografia segue a estrutura do primeiro capítulo do projeto de pesquisa

 

Desenvolvimento. Constitui o núcleo do trabalho, e pode conter seções e subseções. Esta parte trata da fundamentação do problema e tem por objetivos a explanação (descrição de idéias, posições de autores, conceitos, teorias), a discussão (confronto de argumentos, apresentação de idéias divergentes ou convergentes entre autores) e a demonstração (interpretação dos resultados obtidos e posicionamento do autor da monografia).

           Na monografia cuja revisão de literatura contenha estudos empíricos, os procedimentos metodológicos devem ser discutidos e interpretados tanto quanto os aspectos substantivos. Em se tratando de monografias de natureza empírica, deve-se incluir nesta parte, além da revisão da literatura, seções que abordem a metodologia e a apresentação e discussão dos resultados.

 

Conclusão. Esta etapa representa o momento final, quando é apresentado o resumo da argumentação e são relacionadas as diversas idéias desenvolvidas ao longo do trabalho, em um processo de síntese dos principais resultados, com os comentários do autor e as contribuições trazidas pela monografia.

 

Fase de Redação Final

 

           A redação final do trabalho deve seguir a seguinte estrutura formal: (a) preliminares; (b) monografia ou texto; (c) referências bibliográficas; e (d) anexos.

 

           Preliminares

 

              Folha de rosto

              Sumário (abstract)

              Índice

              Lista de tabelas, de quadros, de figuras e de anexos

 

Corpo da Monografia ou Texto

 

     Introdução

     Desenvolvimento

     Conclusão

 

Referências Bibliográficas

 

Anexos

 

 

 

CAPÍTULO IV

 

UNIFORMIZAÇÃO REDACIONAL

 

Estilo da Redação Técnico-Científica

 

Ao abordar o estilo redacional de trabalhos científicos, far-se-á referência a alguns princípios básicos a serem  observados nesse tipo de discurso,   além de se oferecerem  recomendações    de   ordem geral para a matéria.  

 

Princípios Básicos

 

            Os princípios indispensáveis à redação científica podem resumir-se em clareza, precisão, comunicabilidade e consistência.

Uma redação é clara quando não deixa margem a interpretações diversas da que o autor deseja comunicar. A linguagem rebuscada, cheia de termos desnecessários, desvia a atenção do leitor, confundindo-o, por vezes.

Ambigüidade, falta de ordem na apresentação de idéias, esbanjamento de termos e pouca fluência desencorajam o leitor, ao passo que a propriedade com que se expõem conceitos e a lógica em seu desenvolvimento constituem estímulo para prosseguimento da leitura.

Um autor é claro quando usa linguagem precisa, isto é, quando atenta para que cada palavra empregada traduza, exatamente, o pensamento que deseja transmitir. Expressões como "nem todos", "praticamente todos", "vários deles" são interpretadas de formas diferentes e tiram a força das afirmativas. Melhor seria indicar: "cerca de 90%", "menos da metade", ou, com mais precisão: "93%", "40%".

É mais fácil ser preciso na linguagem científica do que na literária, onde a escolha de termos é bem mais ampla. De qualquer forma, a seleção de termos inequívocos e a cautela no uso de expressões coloquiais devem estar sempre presentes na redação acadêmica.

                       Comunicabilidade é essencial na linguagem científica,   onde   os assuntos devem ser  tratados de maneira direta e simples, com lógica e continuidade no desenvolvimento das idéias.

           O leitor perturba-se com uma leitura em que frases substituem simples palavras, ou a seqüência de idéias é interrompida por digressões irrelevantes.

         É importante evitar ambigüidade em referências. O pronome relativo "que" é,    freqüentemente, responsável pelo sentido dúbio de frases. Exemplificando: "Os grupos de alunos foram organizados por turnos que considerados em conjunto...". E aí que o leitor se pergunta:" o que foi considerado em conjunto ___ Os grupo ou turnos?"

           A pontuação também deve ser usada criteriosamente, propiciando pausas adequadas à compreensão do texto. Pontuação em excesso cansa o leitor e, quando deficiente, não oferece clareza.

             O princípio da consistência é importante elemento no estilo e pode ser considerado dentro de três diferentes dimensões: (1) consistência de expressão gramatical; (2) consistência de categoria; e (3) consistência de seqüência.

             A consistência de expressão gramatical é violada quando, por exemplo, numa enumeração de três itens, o primeiro é um substantivo, o segundo, uma frase e o terceiro, um período completo. Isso, sem dúvida, confunde e distrai o leitor. Outro caso seria o de uma enumeração cujos itens se iniciassem, ora por substantivo, ora por verbo. No exemplo: "Na redação científica, cumpre observar, entre outras regras: (1) terminologia precisa; (2) pontuação criteriosa; (3) não abusar de sinônimos; (4) evitar ambigüidade nas referências", os itens (3) e (4), para que se observasse a consistência de expressão gramatical, teriam que ser assim enunciados: "(3) parcimônia no uso de sinônimos; (4) clareza nas referências".         

           A consistência de categoria reside no equilíbrio que deve ser mantido nas principais seções de um capítulo ou subseções de uma seção. Exemplificando: um capítulo cujas três primeiras seções se referissem, respectivamente, aos aspectos legais, filosóficos e sociológicos da profissionalização em nível de segundo grau, e em que a quarta seção tratasse de instrumentos para a medida de aptidões diferenciadas, estaria desequilibrado. A quarta seção, sem dúvida, apresenta matéria de categoria diferente da abordada pelas três primeiras, devendo, portanto, pertencer a um outro capítulo.

          A terceira dimensão do princípio de consistência diz respeito à seqüência que deve ser mantida na apresentação de capítulos, seções e subseções de um trabalho. Embora nem sempre a seqüência a ser observada seja cronológica, existe, em qualquer enumeração, uma lógica inerente ao assunto e que, uma vez detectada, determinará a ordem em que capítulos, seções, subseções e quaisquer outros elementos deverão aparecer. Seja qual for a seqüência adotada, o que importa é que reflita uma organização lógica.

 

Recomendações Gerais

          O uso da terceira pessoa do singular e da voz passiva é recomendado na linguagem científica, que deve ser, o mais possível, despersonalizada,:.Quanto ao tempo do verbo, o relatório final é redigido no passado, admitindo-se, igualmente, o presente, quando apropriado No projeto de pesquisa, tese ou dissertação, emprega-se o tempo futuro, pois o texto refere-se a intenções e não a fatos já consumados, como é o caso do relatório final.                                                                                                                                                         Expressões taxativas devem ser evitadas. Por exemplo, em vez de se dizer que "o resultado do teste da hipótese provou...", cabe, com mais propriedade, dado o caráter probabilístico inerente à estatística inferencial, afirmar que "o resultado do teste da hipótese apresentou evidências de que..."

         Recomenda-se, também, cuidado no uso de sinônimos. Embora louvável, pois a variedade de termos evita repetições e embeleza o estilo, o leitor poderá ter dúvidas quanto à intenção do autor quando este introduz novos termos - manter o mesmo significado do termo precedente ou introduzir uma diferença sutil?

         Períodos curtos são de mais fácil compreensão que os longos, mas o autor experiente saberá manter-se entre o estilo telegráfico e o circunlóquio, entre a pobreza de expressão e a excessiva qualificação, imprópria ao discurso científico. O essencial, entretanto, é que cada período seja compreendido facilmente, sem que haja necessidade de o leitor reportar-se a exposições anteriores.

             Ao mesmo critério deve obedecer a extensão dos parágrafos. Embora as idéias devam fluir livremente, se a matéria for longa demais merecerá reorganização para que, sem quebra da lógica e da clareza, possa distribuir-se em parágrafos cuja extensão ofereça conforto ao leitor, inclusive visualmente.

           São esses alguns princípios e recomendações a que deve atender a boa redação científica. Não devem ser, entretanto, tão rigidamente observados a ponto de sufocarem o estilo pessoal. Não têm, também, a pretensão de assegurar a boa qualidade da redação, da mesma forma que o conhecimento de regras gramaticais não garante a boa qualidade da comunicação.

 

 

Indicação de Fontes Bibliográficas no Texto

 

Citações

 

           Servem para enriquecer um texto, dando-lhe maior clareza ou maior autoridade.

           A extensão de uma citação (transcrição ipsis litteris) determinará sua localização no trabalho. Até três linhas, virá incorporada ao parágrafo, entre aspas duplas. Exemplo: Ebel (1965) expressa idéia semelhante à de Vernon (1962), quando afirma que "testes não são alternativas para observação. No máximo, não passam de processos refinados e  sistematizados   de  observação" (p. 26).

           Citação longa, isto é, com mais de três linhas, ficará abaixo do texto, em bloco, com início sob a quinta letra da linha anterior e terminando, igualmente, a cinco batidas da margem direita, em espaço simples (um) e sem aspas. Exemplo: Ao discutirem diferenças entre testes de rendimento e de aptidão, Mehrens e Lehmann (1973) adotam uma posição que inúmeros autores subscrevem:

 

           Um teste de rendimento é usado para medir o nível atual de conhecimento, ou de habilidades,

           ou de desempenho de um indivíduo; um teste de aptidão é usado para predizer com que nível

          de sucesso um indivíduo pode aprender. (p. 397)

 

           Trechos muito longos são, de preferência, parafraseados ou, então, cortados, tendo a parte omitida assinalada por três pontos dentro de colchetes [...]. Evitam-se omissões no início e no fim da citação. O uso do colchete reserva-se, ainda, para a inclusão de material não-pertencente à citação, porém necessário à sua compreensão: inclusões e explicações adicionais ao texto.

            Nas transcrições, conserva-se a pontuação original.   

           É indispensável citar a fonte de onde foi extraída a citação, indicando, entre parênteses, o nome do autor, o ano da publicação e o número da página. Dependendo do lugar que a citação ocupa no texto, usam-se diferentes notações. No interior da frase, cita-'se o trecho, entre aspas, seguido, entre parênteses, do nome do autor, do ano da publicação e do número da página: ".................         " (Isaac & Michael, 1971, p. 157). Caso o nome do autor venha declarado antes da citação, a data da publicação da obra virá entre parênteses, após seu nome, seguindo-­se o trecho, entre aspas. Ao final da citação, vem o número da página, também entre parênteses: Isaac e Michael (1971) recomendam "..................." (p. 157).

            Em citações longas, feitas fora da frase e já introduzidas pelo nome do autor e data de publicação, basta, ao final, indicar, entre parênteses, o número da página.

 

Obras e Autores

 

             A citação mais simples é a do sobrenome do autor, seguido do ano de publicação da obra, entre parênteses. Caso a obra tenha mais de um autor, deve-se citá-Ios, entre parênteses, somente na primeira ocorrência: (Ary, Jacobs & Razavieh, 1972); nas demais, apenas o sobrenome do primeiro, seguido da expressão "et aI." e do ano da publicação, também entre parênteses: (Ary et aI., 1972).

             Os sobrenomes dos autores virão coordenados pela conjunção e, quando no correr do texto. Quando entre parênteses, pelo sinal &. Exemplo: Isaac e Michael (1971), mas (Isaac & Michael, 1971).

           Citações originárias de instituições, órgãos governamentais, associações, em que não há condições de identificar a autoria do texto, trazem somente a indicação do nome da fonte e a data da publicação. O nome é redigido por extenso apenas na primeira vez; nas subseqüentes, é apresentado sob a forma de sigla. Exemplo: Associação Brasileira de Tecnologia Educacional na primeira vez, e apenas ABT, nas seguintes.

            Quando publicações diversas têm autores de mesmo sobrenome, declaram-se as iniciais dos seus nomes (prenomes), evitando-se, assim, confusões.

            Casos há em que as referências estão em várias obras de um mesmo autor. Recomenda-se, em tal situação, citar o nome do autor e as várias datas de publicação, em ordem cronológica. Quando, no mesmo ano, o autor publicou vários estudos, ordenam-se as datas com letras minúsculas, em ordem alfabética. Exemplo: (Campbell, 1969, 1971, 1972a,

1972b).

             No caso de referências a vários autores, segue-se a ordem alfabética de seus nomes e não a cronológica dos estudos. Exemplo: Vários autores defendem esse ponto de vista (Ary et aI., 1972; Campbell, 1963; Kerlinger, 1973; Travers, 1972).

            Comunicações pessoais, devem ser indicadas no texto, com o nome do autor, seguido da comunicação e da data, entre parênteses. Ex. Lília Bastos (comunicação pessoal, 20 de junho de 1994). Outra opção é colocar, após o texto, o nome do autor, a comunicação e a data entre parênteses. Ex. (Lília Bastos, comunicação pessoal, 20 de junho de 1994).

            No caso de leis, pareceres, documentos federais e estaduais, indicar o órgão principal, isto é, ao qual os outros se subordinam. Por exemplo, quando se quer referenciar um Parecer do Conselho Federal de Educação, de 1969, no texto apareceria Brasil, Conselho Federal de Educação (1969). No caso de uma Resolução do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro, publicada em 6 de junho de 1994, no texto apareceria Estado do Rio de Janeiro, Conselho Estadual de Educação (1994)

           Relatórios de pesquisas não publicados, trabalhos publicados em anais de congressos, prefácios ou apresentação de livros aparecem no texto com o sobrenome do autor e o ano, este entre parênteses.

           Fontes secundárias são apresentadas no texto como ilustra o exemplo: Lienert (citado por Guilford & Fruchter, 1973). Nas referências bibliográficas, aparece apenas a fonte secundária, no caso, Guilford, J.P. & Fruchter, B. (1973). Fundamental statistics in psychology and education. New York: McGraw-Hill.  

 

    

 

Referências Bibliográficas

 

 

          Nas referências bibliográficas, são incluídas apenas as obras indicadas efetivamente no corpo do projeto, da monografia, da dissertação ou da tese. Material consultado sem alusão explícita no texto não é referenciado, podendo, no entanto, aparecer em outra seção, sob o título Bibliografia Suplementar.

           Embora haja várias maneiras de se fazer uma relação bibliográfica, adotaram-se, neste manual, as regras expressas pela American Psychological Association - APA (1994). Essa escolha teve como propósito dar ao leitor acesso a normas bibliográficas internacionais, nem sempre disponíveis no país, lembrando, entretanto, que as especificações adotadas no Brasil obedecem às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) (1989), amplamente divulgadas na literatura relacionada com a pesquisa.

            Os exemplos que se seguem ilustram diversas possibilidades com que o leitor poderá defrontar-se ao referenciar as fontes consultadas num trabalho.

 

 

1. Livro com autor único

Thiollent, M. (1980). Crítica metodológica, investigação social e enquete operária.  São    Paulo: Polis.

         Obs.: O último sobrenome do autor inicia a referência, seguido, depois de vírgula, do      

         primeiro nome e das iniciais dos sobrenomes intermediários. Depois do ponto vem a      

         data,    entre parênteses,     seguida de um ponto. Após o ponto, vem o título do livro,

         sublinhado,    tendo apenas a primeira palavra indicada por letra maiúscula. A seguir,

         novamente após um ponto,   vem a localidade da editora,     cujo nome aparece após

         dois pontos.   A segunda e as demais   linhas da    referência iniciam-se sob a quarta    

          letra da primeira linha e são separadas por espaço simples.

2. Livro com mais de um autor

Kerlinger, EN. & Pedhazur, E. J. (1973). Multiple regression in behavioral research. New York:

        Holt, Rinehart and Winston.

               Obs.: Os nomes dos autores são separados por vírgula, havendo entre o último    e o

                          seu antecedente o sinal &.

3. Livro traduzido

 Bruyne, P., Herman, J. &  

           Schoutheete, M. (1977). Dinâmica da Pesquisa em Ciências Sociais

          (R. Joffily, trad.) Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora (trabalho original publicado   

          em 1974) .

4. Livro em edição revisada

Bastos, L. R., Paixão, L., Fernandes, L. M & Deluiz, N. (1994). Manual para a elaboração de

          projetos e relatórios de pesquisa, teses, dissertações e monografias (ed. rev.). Rio de

         Janeiro: Guanabara.

5. Livro de autoria de sociedades, associações, entidades  públicas ou similares

American  Psychological    Association (1994).      Publication    manual   of  the     American

        Psychological Association (4th Ed.). Washington, D.e.: Autor.

                Obs.: Quando a própria associação publica o trabalho, no lugar do editor   

                           escreve-se "Autor" .

6. Livro organizado

 Leite, M. P. & Silva, R. A. (Orgs). (1991). Modernização tecnológica, relações de trabalho e

       práticas de resistência. São Paulo: Iglu.

 7. Capítulo ou artigo em livro de textos

Kliebard, M. H. (1980). Burocracia e teoria de currículo. ln R. G. Messick, L. Paixão & L. R.

       Bastos (Orgs). Currículo: Análise e debate. (pp 107-126). Rio de Janeiro: Zahar.

               Obs.: O nome do organizador não tem sua ordem invertida, como acontece   com o

               nome do autor.   Além disso,  o título sublinhado é  o do livro de  textos e não    o M

               trabalho objeto de interesse.

8. Dissertações e teses não publicadas

Deluiz, N. (1993). Inovações tecnológicas e mudanças no conteúdo do trabalho:     

      mplicações   para a  formação  profissional no setor  terciário.   Tese  de doutorado,   

      Faculdade de Educação, UFRJ, Rio de Janeiro.

9. Trabalhos não publicados apresentados em encontros,              

    congressos e simpósios

Bastos, L. R. (1992). Consumidor e produtor de estatísticas. In C. Stemick (Coord.). A    

        estatística  em  educação:  Aspectos    macro  e   micro.   Simpósio    Nacional       de

        Probabilidade e    Estatística, Rio de Janeiro.

Deluiz, N. (1993).  Inovações  tecnológicas e  mudanças no  conteúdo   do trabalho no setor

            terciário: Implicações para a educação. Trabalho apresentado na 16.a Reunião Anual  

           da Anped, Caxambu, Minas Gerais.

10. Trabalhos publicados em anais de congressos

Sumários

Deluiz, N. & Trein, E.S. (1991). O trabalho e a qualificação profissional na visão de autores :

            alemães e sua validade na discussão da educação/trabalho no Brasil (sumário). Anais da  43ª Reunião Anual da SBPC, 232-233.

Trabalhos completos

Freyssenet, M. (1989). As formas sociais da automatização. Anais do Seminário Padrões

           Tecnológicos e Políticas de Gestão: Comparações Internacionais (pp. 93-119). São

            Paulo: USPIUNICAMP.

Leroy, 1. P. (1986). A necessidade do pesquisador na educação popular.    Relatório      do    

           Seminário A Pesquisa e a Política Educacional no Brasil e na América Latina     (pp.

           122-133 Brasília: Faculdade de Educação Universidade de Brasília.

11. Relatórios de pesquisa não publicados

Bastos, L. R. (1985). Projeto especial multinacional de educação Brasil-Uruguai-Paraguai

           Avaliação do subprojeto rendimento escolar. Brasília: CNPq.

12. Monografias não publicadas

Bastos, L. R. (1993). Como tornar uma escola eficaz. Monografia não publicada.  

           Universidade  Federal do Rio de Janeiro.

13. Publicação com circulação restrita

Deluiz, N. (1985). Perfil de escolaridade dos comerciários do Norte e Nordeste. (Disponível

            no SESC - Serviço Social do Comércio, Departamento Nacional).,

            Obs.: Para uma publicação de circulação limitada, dê entre parênteses,  imediatamente      

           após o título, o nome e, se possível, o endereço onde a publicação   pode ser obtida.  

14. Artigo em revistas com autor único

Deluiz, N. (1991). Rousseau e Gramsci: Possíveis contribuições à educação popular.    

           Conte. e Educação, 6(23), 80-97.

15. Artigo em revista com mais de um autor

Bastos, L. R., Paixão, L. & Zaide, M. (1980).   Evaluating    legal    compliance  of   Brazilian

          Teacher education. Educational Evaluation and Policy Analysis, 2(3),21-24.

 

*Leitura retirada do Manual para a Elaboração de Projetos e Relatórios de Pesquisa, Teses, Dissertações e Monografias  - Lília da Rocha Bastos, Lyra Paixão, Lucia Monteiro Fernandes e Neise Deluiz (Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ) - Quarta Edição (Revista e Ampliada) - (Ed. JC)

 

 

 

 

 

 

 

INFORME-SE

VÍCIOS DE LINGUAGEM A SEREM EVITADOS EM TRABALHOS CIENTÍFICOS

 

Exemplo de fraseologia no relatório                                    Modificação sugerida

correspondentemente, conseqüentemente .....................................assim, dessa forma

poder ter apontado como responsável por.....................................devido a, causado por

acrescente-se o ponto ou fato que.................................................acrescente-se que

uma grande quantidade de............................................................muito

ao longo da linha de pensamento de..............................................como

um exemplo neste sentido é o fato que..........................................por exemplo

durante o tempo que...................................................................enquanto

empregam..................................................................................usam

empreendem...............................................................................tentam

com exceção de um pequeno número de casos...............................usualmente

demonstram uma tendência a........................................................tendem a

primeiramente (secundariamente, etc.)...........................................primeiro (segundo, etc.)

com o propósito de......................................................................para

com base no fato ou razão que.....................................................porque, desde que, uma vez que

com base nas perspectiva de........................................................por

bem próximo ou chegado de........................................................perto de

inicial.........................................................................................primeiro

à luz do fato que.........................................................................porque, devido a

tem dado à luz, tem lançado luz à.................................................contribuem para

em casos raros............................................................................raramente

com referência a.........................................................................acerca de

com relação a.............................................................................com

no caso em que..........................................................................se, quando

no curso de................................................................................durante

no evento que............................................................................se, quando

em primeiro lugar.......................................................................primeiro

na maioria dos casos..................................................................usualmente

no curso normal dos procedimentos............................................normalmente

num futuro não muito remoto.....................................................cedo, logo

envolve necessidade de..............................................................requer

freqüentemente ocorre (observa-se) que......................................com freqüência

à luz da investigação feita, nossa conclusão é que.........................conclui-se que

tomando-se este fator em consideração é aparente que.................assim, dessa forma

a única diferença é que..............................................................exceto

não há muitos exemplos.............................................................poucos

para sumariar o que foi dito........................................................em resumo

dentro da gama ou esferas de possibilidades.................................possível, possivelmente

com exceção de.........................................................................exceto

com o resultado que...................................................................assim que

tendo isto em mente, com isto em mente é claro que....................assim, dessa forma

não há dúvida alguma que..........................................................afirma-se que

todo mundo sabe que................................................................evitar ou omitir tal tipo de frase

geralmente é reconhecido que....................................................evitar ou omitir tal tipo de frase

gostaria de ter feito uma pesquisa mais.......................................evitar ou omitir tal tipo de frase

em virtude de escassez de tempo, não foi possível......................evitar ou omitir tal tipo de frase

como afirma o grande autor......................................................evitar ou omitir tal tipo de frase

a grande maioria dos autores afirma que....................................evitar ou omitir tal tipo de frase

somente uma pessoa desqualificada concluiria que.....................evitar ou omitir tal tipo de frase

somente um leigo afirmaria que................................................evitar ou omitir tal tipo de frase

os cientistas geralmente reconhecem que...................................evitar ou omitir tal tipo de frase ou usar:

                                                                                              os cientistas a, b, c...afirmam que

 

          

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By Nadia Maria Meirelles